quinta-feira, 21 de julho de 2016

Porto sem água, por Zé Reis*


A civilização, tal qual conhecemos, é cheia de fatos, episódios, fenômenos naturais, lendas e acontecimentos não explicados e que se transformaram em mistérios, conhecidos ou não. Encontramos tais questões nas ciências, na literatura, nas religiões, na vida em geral.
Dentre os mais famosos, mundialmente, temos o triângulo das Bermudas e os monumentos da Ilha de Páscoa. Se quisermos tratar de lendas ou não, lembremo-nos do caso do Monstro do Lago Ness, na Escócia.
No Brasil, também os há em várias áreas. As Pedras da Gávea são um fenômeno natural ou uma construção fenícia? O chupa-cabras existe/existiu ou não? Quem roubou a Taça Jules Rimet da sede da CBF. A literatura machadiana também contribui para os enigmas brasileiros. Afinal Capitu traiu ou não Bentinho?
Nosso estimado estado pampeano, não pode ficar de fora, afinal, sempre somos exemplo a toda terra e, também, temos nossas contribuições de mistérios e lendas. A destacar a Lagoa dos Barros com suas histórias encantadas, assombradas e de crimes, e o caso da Santa Profana, Mario do Carmo, ocorrido durante a Guerra do Paraguai, na encantadora São Borja.
Se o estado gaudério não nos falta, a capital, Porto “que outrora já foi” Alegre, também, não se exime de dar suas contribuições enigmáticas e misteriosas. Na área policial, onde, até hoje há uma pergunta que não cala: “Quem matou Daudt”.  Até, a Ufologia, pois, ao menos desde 1971, existem relatos de contatos extraterrestres e de aparecimento de OVNIs nos céus da “Mui Leal e Valerosa”, láurea concedida pelo Imperador Pedro II, em 1841, em virtude de Porto Alegre não se ter aliado aos rebeldes farroupilhas.
Agora, neste inverno de 2016, estamos prestes a dar mais uma contribuição. Há mais de 60 dias que a “água” fornecida aos porto-alegrenses tem cheiro, cor e gosto, e a PREFEITURA DE PORTO ALEGRE não sabe explicar o que acontece.  Para completar, diz aos cidadãos e às cidadãs da capital que a solução adequada é trocar o ponto de captação da “água”, porém, a execução da obra levará 2 ANOS.
Dessa forma, a capital do Embaixador “Kiko”, está prestes a dar mais uma contribuição de mistérios ao mundo, pois terá “O PRIMEIRO PORTO SEM ÁGUA DO MUNDO”. Sim, isso mesmo, Porto sem “água”, pois ÁGUA tem como características e propriedades ser INDORA, ÍNSIPIDA E INCOLOR e o produto oferecido e distribuído, atualmente, tem CHEIRO, GOSTO E COR.


*Economista e Cientista Político

terça-feira, 7 de abril de 2015

Derrotar ou ser derrotado?

por José Reis*


Três ações parlamentares vêm chamando a atenção e desagradando parcelas significativas da população.  
A primeira foi à ação dos pastores e Deputados Federais Marco Feliciano (PSC-SP), Marcos Rogério (PDT-RO) e Pastor Eurico (PSB-PE) que durante sessão da comissão especial que analisa o Plano Nacional de Educação na Câmara aprovaram, em 22/04, a retirada da diretriz que propõe a superação das desigualdades educacionais, “com ênfase na promoção da igualdade racial, regional, de gênero e de orientação sexual”.
A segunda é a iniciativa do deputado federal Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos, o Cabo Daciolo (PSOL-RJ), que protocolou, na Câmara, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera o parágrafo único do artigo 1º da Constituição Federal. O texto original diz que “todo poder emana do povo”. A mudança apresentada pelo parlamentar, o qual por contrariar o PSOL está suspenso, seria para “declarar que todo o poder emana de Deus”.
A terceira iniciativa é a da deputada estadual Regina Becker Fortunati (PDT), a qual apresentou na Assembleia Legislativa do RS, projeto de Lei que pretende proibir o sacrifício de animais nas cerimônias de umbanda e cultos afros.
Essas ações, embora isoladas, comunicam-se a partir de uma mesma visão de intolerância cultural, religiosa, de gênero e racial.
Não só no Brasil, vivemos tempos onde a convivência dos diferentes é cada vez mais difícil. Mais que isso, existe uma tentativa de grupos ideológicos, religiosos e intelectuais de perfil conservador e preconceituoso a imporem sua visão de mundo. Tentam exercer uma hegemonia através de um discurso iconoclasta.
Não é por acaso, que iniciativas a favor da criminalização da homofobia, que as políticas de cotas e de proteção social, como os programas Bolsa Família e Mais Médicos, a descriminalização do aborto e outras iniciativas, são permanentemente e diuturnamente combatidas e desqualificadas.
Muito pior é saber que as elites e setores da classe média, confrontadas em seus privilégios, valem-se desse cadinho intolerante, na disputa política.
Enfrentar e derrotar essa visão de mundo exigirá dos democratas e setores progressistas, um árduo trabalho de debate e convencimento a fim de que não se permita o retrocesso de várias conquistas.

*Economista e Cientista Político


quinta-feira, 10 de abril de 2014

RELATIVIDADE E PESQUISAS, por José Reis*





Olhando com mais atenção os dados da pesquisa Ibope, divulgada no dia 06/04, podemos fazer uma leitura diferenciada do que foi divulgado.
Em primeiro lugar, a ênfase dada foi aos números da pesquisa induzida, ou seja, quando se apresentam os nomes dos possíveis candidatos. Neste cenário, a candidata Ana Amélia tem 38%, das intenções de votos, enquanto o gov Tarso Genro tem 31%.
Ao olharmos a pesquisa espontânea, onde não são apresentados os nomes, o pesquisado responde de memória, portanto demonstrando a consolidação do voto, o cenário inverte-se. Nesse caso, Tarso tem 11% das intenções de votos, contra 8% de sua adversária.
Analisando um pouco mais, veremos que dos pesquisados 24% declaram votos, 5% votaria em branco ou nulo e 71% não sabem/não responderam.
Façamos o seguinte exercício com os dados disponíveis. Se 24% estariam definidos e destes 11%, votariam em Tarso, temos que este conta com 45,83% das intenções de votos já definidas. Ana Amélia, respectivamente, contaria com 33,33%, dos mesmos.
Isto é, a divulgação da pesquisa poderia ser feita com a seguinte chamada: TARSO VENCERIA A ELEIÇÃO COM 45,85%, CONTRA 33,33% de Ana Amélia, ANALISANDO OS ELEITORES JÁ DEFINIDOS.
Por isso, que analistas e políticos precisam ter cautela com a avaliação das pesquisas, em especial com a relatividade dos números publicados.

* economista e cientista político.


ps.: depois de um longo período, estou reativando o blog FERREIRO DA POLÍTICA.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Virtuosa ou besta-fera, por José Reis*


 
Passada a perplexidade causada por conta da coluna de Eliane Catanhede, publicada no último dia 26 de agosto no jornal Folha de São Paulo, que ousou, isto mesmo, ousou comparar o avião que trouxe os médicos cubanos a um “navio negreiro”, procurei entender o que a fez praticar essa absurda comparação.

Por evidente, nem eu, nem a citada colunista, conhecemos na prática um navio negreiro, há não ser por descrições históricas, gravuras, desenhos ou algumas recriações vistas em filmes. Mesmo assim, é de supor-se que o pior avião existente na face da terra é incomparável com o apresentado, transcrito e relatado do que foram os tais navios negreiros.

Se essa é uma premissa válida, o que nos foi apresentado na coluna é fruto de dois tipos de preconceito.

O primeiro preconceito, estamos acostumados e está sempre evidente em suas opiniões. Estamos falando de uma opositora e crítica ferrenha aos governos petistas e de todas as propostas advindas dos mesmos. Assim, é possível entender que ela tenha usado a expressão em causa para marcar a ferro e fogo, aliás, como conta a história um tema afeito à escravidão, mais uma ação do governo federal, de forma a tentar criar mais antipatias contra a Presidenta Dilma.

O segundo preconceito, é menos evidente, mas é mais revelador de um pensamento, que muitas vezes fica escondido, recluso. Muito mais que um preconceito ele transparece a face do racismo e da discriminação racial. E, certamente, despertou quando a dita colunista viu a foto dos médicos e médicas que chegavam, deparando-se com uma realidade que não esperava e que, por óbvio, ela abomina. A imagem revelou-lhe uma verdade inconcebível e inadmissível para uma representante de uma elite conservadora e herdeira da casa grande. A imensa maioria daqueles especialistas tinha uma etnia a que ela só admite ver em posições e ocupações menos dignas, subalternas. Como poderia ela conviver com tantos médicos negros e médicas negras? Este é um cenário novo para ela. Tão impactante e tão devastador para sua forma de ver e encarar a vida, que a única imagem que lhe restou foi lembrar-se dos navios negreiros. Só naquelas lembranças históricas, ela via tantos negros e tantas negras aportando no Brasil. É possível, que tal qual aquelas sessões de regressão, a mesma tenha se visto em algum porto do período colonial, vendo a chegada de escravos e escravas, nesse caso sim em navios negreiros. A provável regressão pode, inclusive, ter lhe provocado um transe tão longo e intenso, que não é impossível que tenha escrito a tal coluna, ainda sentindo-se a poucos passos de um navio negreiro.

Há outra explicação para a lavra daquele bestialógico. Ao ver as imagens da chegada dos afrodescentes cubanos, médicos e médicas, que tenha havido uma luta feérica entre as duas personalidades que habitam seu ser. Uma virtuosa, outra uma besta- fera. Pelo visto, a besta-fera venceu a batalha e liberou a face racista, nem tão inconsciente, da colunista, a qual redigiu o libelo raivoso, caindo-lhe todas as máscaras.

Em qualquer das situações, foi mais um desserviço dominical praticado pela dita jornalista e pela Folha. Lamentável.

*Cientista Político e Secretário-Geral do PT de Porto Alegre
 

sábado, 20 de abril de 2013

Obras privadas querem investimentos de infraestrutura públicos, por Zé Reis*



Uma notícia publicada no sábado, dia 2004/13, na coluna do Jornalista Diogo Olivier, na Zero Hora,  da conta de que estaria havendo um impasse entre Prefeitura de Porto Alegre, Internacional e Andrade Gutierrez, por conta da pavimentação da área interna do Complexo Beira-Rio. Nas palavras do jornalista:

“O ponto de discórdia que opõe Inter, BRio (empresa criada para gerenciar a remodelação) e o poder público é a pavimentação do setor interno do Complexo. Nada consta no contrato assinado entre Inter e empreiteira, conforme revelei ontem na coluna. Está criado um impasse.
  O Inter não tem dinheiro. A construtora afirma que não há parágrafo algum que a obrigue a pavimentar a área, embora sejam de sua responsabilidade as máquinas que destruíram o piso para tocar a obra. A prefeitura, agora, oficializa a sua posição: não pode colocar dinheiro a fundo perdido em uma obra privada, sob pena de responsabilização judicial do prefeito José Fortunati.”.

 Esse impasse revela um traço comum das negociações dos clubes gaúchos com as empreiteiras responsáveis pelas obras: a tentativa de repassar aos cofres públicos, as obras de infraestrutura que envolvem os complexos esportivos.
O presente caso envolvendo o estádio Beira-Rio é ainda mais grave, pois envolve a questão da pavimentação interna do Complexo. Não dá para acreditar que alguém pense em repassar este custo para a Prefeitura de Porto Alegre.  
O Internacional e seus parceiros que tratem de repactuar o contrato e assumam o complemento das obras.
Age muito bem, o Município, ao comunicar que não carreará recursos para tal necessidade privada. Deveria, também, comunicar a gestora da Arena que a responsabilidade sobre as obras do entorno daquele empreendimento, igualmente, cabe aos investidores privados e não aos cofres públicos.

*Cientista político e Secretário Geral do Partido dos Trabalhadores de Porto Alegre


quarta-feira, 17 de abril de 2013

Não contavam com minha astúcia, por Zé Reis*



           A população de Porto Alegre foi surpreendida na manhã, desta terça-feira, dia 16/04/13, com a notícia que o ator mexicano Carlos Villagrán, popularizado através do personagem Kiko, do seriado “Chaves” será designado como “Embaixador de Porto Alegre para a Copa de 2014”.
Imediatamente, a notícia foi divulgada nas redes sociais e, concomitantemente, multiplicaram-se críticas, piadas, brincadeiras e, até, defesas do ato.
O próprio titular da Secretaria Extraordinária da Copa (SECOPA), se disse surpreso com a notícia, manifestando que não fora consultado, explicitando que se o fosse não teria concordado.
Mais adiante, foi esclarecido que a ideia partiu de consultor, ligado a SECOPA, da filha desse consultor e do produtor do show que o ator fará em Porto Alegre, com o intuito de prestar uma homenagem ao mesmo por seu “amor ao Brasil”. Além disso, disseram que Villagrán/Kiko havia torcido pela seleção brasileira, na Copa do México, em 1970, e demonstrado seu “amor” pelo futebol brasileiro, dando o nome de Edson, a um de seus filhos em homenagem a Pelé (Edson Arantes do Nascimento).
Posteriormente, o próprio prefeito, em seu blog, publicou nota defendendo a homenagem e a concessão do título honorífico. Sua argumentação está baseada nos seguintes pontos:
1.      O seriado Chaves é um dos mais assistidos na América Latina,
2.      Villagrán, que interpreta o personagem “Kiko”, é um amante do futebol, adora o futebol brasileiro, torceu pela seleção canarinho na Copa do México e, como prova deste amor, deu o nome ao seu segundo filho de Édson, em homenagem ao Pelé, pois o nascimento foi em meio à Copa de 70,
3.      O ator protagonizou o filme de maior bilheteria do cinema mexicano, “El Chanfle”, no qual interpretava um centroavante que jogava no América do México, chamado Valentino. E o personagem “Kiko” era um aficionado pelo futebol.
Como tem sido hábito, o prefeito atacou os contrários à homenagem. Neste caso, alcunhou os discordantes, de “caranguejos” e “preconceituosos”, lembrando os “micuins” de um ex-governador do RS.
Infelizmente, o alcaide porto-alegrense, esqueceu-se de trazer os argumentos que justifiquem a distinção de acordo com o propósito a que a mesma foi criada, conforme publicado, no site da SECOPA:
“Embaixador da Copa - Personalidades representativas que de alguma maneira contribuíram para a evolução, desenvolvimento, divulgação e visibilidade do futebol brasileiro em nível mundial.”.
Como vemos nenhum dos argumentos apresentados, pelo prefeito, atendem a definição acima. Aliás, destaquemos algumas das personalidades que já receberam a distinção: Carlos Simon (ex-árbitro), Lúcio (ex-zagueiro da Seleção), Taffarel (ex-goleiro da Seleção, Campeão do Mundo), Alcindo (ex-jogador da seleção e do Grêmio), Mano Menezes (ex-treinador da Seleção e Grêmio). Percebe-se, sem questionamentos, que quaisquer desses agraciados se enquadram no objetivo e na definição do título concedido.
As qualidades do ator, o fato de ser conhecido em toda América Latina e seu amor pelo Brasil não estão em questão. Entretanto, nenhum desses méritos justificam o título de Embaixador da Copa.
Sem querer querendo, o prefeito desvirtuou o objetivo da menção honorífica criada por ele mesmo. Ou, parafraseando Chaves, personagem do seriado em tela, “não contava com a astúcia da população de Porto Alegre”.
*Secretário Geral do Partido dos Trabalhadores de Porto Alegre.

domingo, 17 de março de 2013

As Especulações sobre a Próxima Eleição



por Marcos Coimbra, Carta Capital
As eleições de 2014 ainda estão, para a vasta maioria da população, a uma distância colossal. Nas pesquisas, é só depois de algum esforço que as pessoas se recordam que elas ocorrem daqui a um ano e meio. Enquanto isso, nos meios políticos e na “grande imprensa”, é como se fossem acontecer amanhã.
Será nossa terceira eleição nacional em que o presidente em exercício é candidato. Antes de Dilma, Fernando Henrique, em 1998, e Lula, em 2006, passaram pela experiência. Ambos tiveram sucesso, mas de maneiras diferentes.
A que temos no horizonte se assemelha à do tucano. Nada indica que Dilma terá que lidar com turbulências tão fortes quanto as que atingiram Lula, seu governo e o PT em 2005 e 2006. Nem o mais exaltado oposicionista imagina que ela venha a enfrentar situação análoga à que seu antecessor viveu no meses de auge das denúncias contra o “mensalão”.
Como FHC, Dilma deve disputar seu novo mandato em momento mais marcado pela normalidade que pela excepcionalidade: sem crises agudas na economia, na política ou no cotidiano da sociedade. Não que o País estivesse no melhor dos mundos em 1998, como vimos imediatamente após as eleições, mas nada que impedisse a vitória relativamente tranquila do então presidente.
Apesar dessa semelhança, é grande o contraste entre o ambiente de opinião que vivíamos em 1997 e o de agora.
A partir de junho daquele ano, quando foi promulgada a emenda que permitiu a Fernando Henrique concorrer a um novo mandato, entramos em período de calmaria. O escândalo da compra de votos para aprovar a mudança constitucional havia amainado, a tropa de choque governista impedira a constituição de qualquer Comissão Parlamentar de Inquérito e a Procuradoria-Geral da União, dirigida por alguém escalado para tudo engavetar, mantinha-se inerte. Os ministros da Suprema Corte preferiam se entreter com outras coisas.
Nesse clima de tranquilidade, ninguém se pôs a especular a respeito de nomes e cenários. Dir-se-ia que, uma vez estabelecido que FHC seria candidato - independentemente dos meios utilizados -, os comentaristas e analistas ficaram satisfeitos com a perspectiva de que ele viesse a vencer as eleições seguintes. É como se achassem que não era somente natural, mas desejável que o peessedebista permanecesse no Planalto por mais quatro anos.
Bom sintoma dessa pasmaceira é que sequer se fizeram pesquisas sobre a eleição até o final de 1997, pelo menos que fossem divulgadas. Apenas uma foi publicada, já em novembro. Ninguém se mostrava ansioso a respeito de quem tinha condições de ganhá-la.O jogo havia sido jogado e o PSDB parecia imbatível.
A vantagem de FHC sobre seus oponentes era, no entanto, muito menor que a de Dilma hoje. Naquela pesquisa de novembro de 1997, realizada pelo Ibope, obtinha 41%, seguido por Lula com 16% e Sarney com 9%.
Sua liderança permaneceu modesta nos primeiros meses de 1998: em março, segundo o Datafolha, repetiu os 41% (com Lula alcançando 25% e sem Sarney). Caiu a pouco mais de 30% entre abril e junho, e voltou aos 40% daí em diante. Na véspera da eleição, atingiu o pico, com 49%.
Nas muitas pesquisas sobre a próxima eleição feitas ao longo de 2012, Dilma nunca obteve menos que 55% e muitas vezes chegou aos 60%. Mesmo quando se colocaram na lista nomes apenas para fazer barulho, como o de Joaquim Barbosa.
Quem achou, em 1997, que FHC iria ganhar com seus 40%, não errou. Um presidente bem avaliado, em um momento em que o País vai bem (ou parece andar bem), tem tudo para vencer.De onde, então, tiram os analistas da “grande imprensa” seu ceticismo em relação às chances de reeleição de Dilma? De onde vem seu afã em identificar os “formidáveis adversários” que poderiam derrotá-la?