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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Economia gaúcha cresce 6,7% no primeiro semestre, diz FEE

publicado em Clic Rbs em 25/08/11

Setor que mais cresceu foi o agropecuário, com avanço de 15,5%

A economia do Rio Grande do Sul cresceu 6,7% no primeiro semestre do ano, segundo dados do Índice Trimestral de Atividade Produtiva (ITPA), divulgados nesta quinta-feira pela Fundação de Economia e Estatística (FEE). O setor que mais cresceu foi o agropecuário, com avanço de 15,5% sobre o janeiro a junho de 2010. Depois vieram os serviços (6,3%) e a indústria (3,6%).

De acordo com o presidente da FEE, Adalmir Marchetti, o contexto é positivo para o Estado e indica que a tendência é de um crescimento a taxas mais elevadas que a média brasileira em 2011.

— A evolução é puxada de forma muito forte pelo setor agropecuário, que tem produtos tradicionais com alto desempenho. E isso acaba impulsionando a demanda por produtos de outros setores, como o de máquinas e equipamentos — disse Marchetti.

Os produtos que mais contribuíram para o crescimento do setor primário foram o fumo (45%), o arroz (29,2%) e a soja (13,7%). A produção da oleaginosa, que tem colheita concentrada no segundo trimestre, atingiu o recorde de 11,6 milhões de toneladas.

Os segmentos do comércio que mais cresceram foram material de construção (32%), móveis e eletrodomésticos (20,2%), artigos farmacêuticos (15,3%) e tecido, vestuário e calçados (12,2%).

A retração no setor industrial é o índice preocupante do levantamento, que atinge especialmente os setores voltados à exportação, como papel e celulose (-8,6%). Os destaques positivos são o crescimento dos segmentos de máquinas e equipamentos (11,8%), alimentos (6,6%) e veículos automotores (3,9%).

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Desemprego na América Latina e no Caribe cai a níveis históricos ainda este ano

extraído do Correio do Brasil, de 15/06/11.

 Por Redação, com agências internacionais - de Brasília

trabalho
As frentes de trabalho se espalham por todos os países latino-americanos

A vigorosa recuperação econômica da América Latina e do Caribe, em 2010, permitiu que a região registrasse significativa queda na taxa de desemprego urbano para 7,3% no final do primeiro trimestre deste ano. Foi o nível mais baixo dos últimos 20 anos, de acordo com publicação conjunta da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), divulgada nesta quinta-feira.
A OIT e a Cepal concluíram que as políticas anticíclicas adotadas por alguns países para enfrentar a crise financeira internacional de 2008/2009 contribuíram para a redução da vulnerabilidade econômica e possibilitaram a reativação econômica mais rápida. Neste ano, porém, a recuperação ocorre em menor ritmo, mas ainda é de crescimento, o que permite prever uma taxa de desemprego urbano entre 6,7% e 7% no final de 2011.
A Conjuntura do Trabalho na América Latina e no Caribe enfatiza que depois da retração vivida pelos países da região, em 2009, a recuperação econômica no ano passado foi “inesperadamente vigorosa”, com reflexos positivos na oferta de empregos e no aumento da renda. A publicação destaca que o emprego formal cresceu ao redor de 6% no Brasil, Uruguai, Chile e na Nicarágua e em um nível entre 3% e 5% na Costa Rica, no México, Panamá e Peru.
Apesar da melhora, a OIT e a Cepal registram que ainda há 16,1 milhões de desempregados urbanos na América Latina e no Caribe. Situação que poderá ser amenizada com a implementação de medidas anticíclicas de longo prazo, “claramente delineadas para o crescimento sustentável da região como um todo”, de modo que os países latinos e caribenhos possam crescer bem mais que os 4% estimados para o Produto Interno Bruto (PIB) regional deste ano.

domingo, 24 de abril de 2011

Eles devem, nós pagamos com inflação

publicado originalmente no blog Tijolaco.com



Em 2007, antes da crise econômica global, a dívida dos países ricos era de US$ 26 trilhões, e correspondia a 47% do PIB global. Apenas três anos depois, EUA, Europa e Japão passaram  a dever US$ 42 trilhões, 61% do PIB mundial.
Os dados estão numa matéria publicada hoje no Estadão e reafirmam a evidência de que é a economia do chamado mundo desenvolvido a responsável pela ameaça inflacionária que não é brasileira, mas mundial.
Aliás, vamos colocar o nome certo no boi: é a economia norteamericana, que responde por quase 40% do total desta dívida. A relação entre a dívida dos EUA e seu PIB era de  62% do PIB em 2007, vai a  99,5% em 2011 e  chegará  a 112% em 2016.
E porque acontece isso? Porque a política  seguida pelos bancos centrais dos principais países desenvolvidos, vem sendo a de adotar uma maneira ultra-agressiva para tentar reativar a economia e diminuir o desemprego: expandem a circulação de suas moedas – que têm liquidez em todo o mund.  Essa liquidez  está  gerando grandes fluxos de capital e aumentando o preço das commodities mundo afora.
E, claro, estes aumentos de preço se refletem na expansão do crédito e nos preços das mercadorias que guardam relação com aquelas  matérias primas ou insumos: ferro, aço, petróleo, açúcar, etc…
Como você pode ver no gráfico ao lado, só ao final da 2ª Guerra o endividamento americano expandiu-se da forma que ocorre hoje. Mas as rezões e circunstâncias eram outras, totalmente diferentes. O plano Marshall reconstruía a Europa em bases modernas – com elevação dos níveis tecnológicos e de bem-estar social – e economicamente vinculadas à hegemonia america, o fluxo mundial de capitais era muito mais industrial que financeiro, o dólar era entesourado fisicamente como reserva de valor, enfim, os efeitos inflacionários eram muitíssimo menores.
Os EUA continuam tendo o privilégio de emitir moeda mundial, mas com muito menos liberdade. Certo que não se vislumbra nenhum efeito de fuga de capitais, até porque – paradoxalmente – uma ruptura na capacidade americana de financiar sua dívida criaria reflexo tão negativos no mundo que o próprio dólar se elevaria, pelo poder que representa.
A hegemonia econômica americana é um sistema, como eu disse aqui, autofágico. Como acontece com os impérios em seu declínio, é seu o veneno produzido por seu próprio gigantismo que acaba por derrubá-los, não os seus adversários.