Mostrando postagens com marcador Aécio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Aécio. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Oportunismo faz Serra elogiar Palocci

 extraído do Blog tijolaco.com, de Brizola Neto, de 08/06/11.

Enquanto PSDB, seu partido (será que ainda é o seu partido?) desce o sarrafo no ministro Antonio Palocci, o senhor José Serra, oportunista como sempre, o elogia para, é claro, atacar Dilma Rousseff. Ele diz em seu blog que “Palocci era, sem dúvida, o personagem forte de um governo hesitante e fraco do ponto de vista político e administrativo”. E que Dilma precisa de um “primeiro-ministro”. 

Serra deve ser um homem muito hábil nas suas relações políticas. Tanto que cultivou uma relação de mal-disfarçado ódio com Geraldo Alckmin e atirou fora, com os piores métodos, qualquer possibilidade de aliança com Aécio Neves, na eleição passada. 

Ele é um homem grande habilidade. Habilidade de ser politicamente cínico.Seus elogios a Palocci são puro oportunismo. Até uma criança vê que seu objetivo é Dilma, a mulher “despreparada” que deu um baile eleitoral no “mais preparado dos brasileiros”, isto é, ele próprio.

domingo, 29 de maio de 2011

Café com Leite

extraído do Blog Tijolaco.com, de  29/05/11.
Genial o título da matéria publicada hoje no Estadão:

A causa das oligarquias, que é unicamente o poder de gerir uma colônia, a desobriga de idéias, propostas, projetos.
A reportagem conta como se deu a “paz” no tucanato: “Das conversas que envolveram Alckmin e Aécio, na semana passada, um argumento foi destacado: infligir uma derrota estrondosa a Serra, na convenção nacional do partido, no sábado, tornaria mais tortuoso o caminho de Aécio à Presidência.
“Se Aécio quer ganhar a eleição, precisa de São Paulo. Já perdemos três eleições por causa de Minas”, disse um tucano paulista, ao comentar as últimas três derrotas do PSDB no segundo maior colégio eleitoral do País.
Para os aliados de Aécio, vinga a tese de que é melhor arcar com um eventual ônus de asfixiar Serra neste “começo” de jogo eleitoral do que dar as ferramentas para ele colocar em curso seu projeto de ser o candidato em 2014.”
Reconheça-se, porém, que os tucanos deram uma modernizada no discurso da República Velha. Já não são  adeptos do  velho lema de Washington Luiz, de que “governar é abrir estradas”. Trocaram, no caso dos tucanos, por “governar é vender o país”. Quanto às estradas, venderam também, e para cobrar pedágio

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Um barco a vagar

Dora Kramer - O Estado de S.Paulo - 28/04/11

Voz isolada no apelo público à solução da crise interna que assola a seção paulista do PSDB, em meio ao silêncio sepulcral das principais lideranças do partido, Fernando Henrique Cardoso ouviu dias atrás de um experiente político - hoje com atuação restrita aos bastidores - uma pergunta que traduz bem a dimensão das agruras dos tucanos.
O tema principal da conversa era a natimorta ideia de fusão entre PSDB e DEM, e a certa altura enveredou pelo recente e polêmico artigo de FH sobre o papel da oposição. O interlocutor perguntou quem poderia executar a receita proposta por ele.
Enunciou da seguinte forma o problema: "Serra é inteligente, preparado, mas desagregador; Aécio é habilidoso, mas imaturo e desprovido de espírito público como demonstrou na fracassada tentativa de formação de uma chapa presidencial puro-sangue; Alckmin não tem o talento nem a inteligência de nenhum dos dois. Quem, então, seria o condutor da recuperação do projeto desse campo político, o senhor?".
Aludindo aos seus 81 anos de idade e a interesses pessoais mais ligados à reflexão que à estiva da política, o ex-presidente declinou. E aqui termina a narrativa de quem ouviu o episódio do autor da análise sem revelar se Fernando Henrique discordou e apontou um dos três como piloto habilitado à tarefa ou se deixou em aberto essa questão essencial.
Tão mais grave se notarmos que o presidente do partido, Sérgio Guerra, sequer figurava na lista dos políticos citados. Isso diz muito a respeito da ausência de comando reinante num partido que há seis meses obteve 44 milhões de votos na eleição presidencial da qual saiu fazendo exatamente o oposto do que propôs Tancredo Neves logo após ser eleito presidente pelo Congresso em 1985: "Não vamos nos dispersar".
Ao contrário do que os tucanos pretendem dar a entender, a crise em São Paulo não é um fato isolado, mas a parte visível do desequilíbrio geral reinante no PSDB.
Só um partido sem projeto claro permite que brigas de hegemonia prosperem sem que os litigantes se sintam minimamente responsáveis pela sobrevivência do conjunto. Só num partido sem eixo a direção nacional silencia ante a crise nascida em São Paulo com ninguém menos que o governador ao centro.
O PSDB hoje gravita em torno da possível candidatura presidencial de Aécio Neves em 2014, assim como gravitou em torno da esperança de eleger José Serra presidente, durante todo o governo Lula.
Durante os oito anos permaneceu parado adiando a resolução de embates, administrando os problemas de maneira perfunctória, recuando quando era preciso avançar, acreditando que a lei da gravidade lhe seria madrinha.
O PT repetiu equívocos por mais de dez anos, mas nesse meio tempo foi trabalhando adaptações, construindo uma identidade que seria decisiva na conquista da Presidência.
A disputa eleitoral é a meta de todos os partidos. Mas só chegam lá em boas condições os que compreendem que a política é a construção cotidiana de uma obra coletiva que acomode os interesses internos sem perder de vista a necessidade de despertar o interesse do público.